5 insights do State of FinOps 2025 revelam como a prática de FinOps está evoluindo para além da gestão de custos em nuvem, ampliando escopo, maturidade e impacto estratégico nas organizações. Em um cenário em que o investimento em tecnologia é cada vez mais cobrado por resultados, governar os custos com eficiência deixou de ser diferencial e virou pré-requisito.
Com mais de 5.000 respondentes ao redor do mundo, o relatório mais recente da FinOps Foundation mostra um movimento claro: FinOps está deixando de ser exclusivo da cloud pública para se tornar um modelo mais amplo, integrado e decisivo na forma como as empresas operam.
A seguir, destacamos os principais achados do relatório e como eles podem ser aplicados na prática.
1. Otimização de workloads segue como prioridade absoluta
Apesar da sofisticação crescente dos times de FinOps, o maior objetivo permanece o mesmo: eliminar desperdícios e ajustar cargas de trabalho à demanda real. A otimização de workloads é mencionada como prioridade por metade dos profissionais ouvidos. Esse dado mostra que, na prática, ainda há muito espaço para ganhos básicos.
A diferença é que agora as empresas querem ir além do rightsizing manual. A automação já aparece como tema transversal, com destaque para ferramentas que automatizam recomendações, alocação e orquestração entre clouds. Em outras palavras: reduzir desperdícios com escala e inteligência.
2. O conceito de “Cloud+” ganha força.
O relatório deste ano mostra que a prática de FinOps está oficialmente se expandindo para além da cloud pública. Este conceito de Cloud+ já é realidade para boa parte das empresas mais maduras: 65% estão incluindo gastos com SaaS, 49% com licenças, 39% com nuvem privada e 36% com data centers.
Essa mudança levou a FinOps Foundation a atualizar seu framework, incorporando a ideia de Scopes. Trata-se de escopos distintos de aplicação do FinOps, como IA, licenciamento, SaaS e cloud híbrida.
É um sinal claro de que a governança de custos em tecnologia precisa ser mais ampla e integrada. Se a sua empresa está modernizando o stack, este texto sobre migração e modernização em nuvem pode ajudar a refletir sobre a estrutura ideal.
3. Gasto com IA entra no radar, mas foco ainda é visibilidade
Um salto significativo em relação ao relatório anterior: 63% das empresas já monitoram ativamente o custo de inteligência artificial, frente a apenas 31% no ano passado. Ainda assim, a grande maioria está nas etapas iniciais, priorizando rastreabilidade, accountability e detecção de anomalias. A otimização em si, por enquanto, ficou para depois.
É natural que seja assim. O uso de IA generativa, em especial, exige muita experimentação. E isso gera ambientes efêmeros, dinâmicos, difíceis de modelar com regras tradicionais. Mas se a IA está no roadmap da sua empresa, começar a estruturar a governança de imediato pode evitar dores futuras.
4. Governança e políticas passam a ocupar o centro da estratégia
Embora a otimização siga como meta dominante, a pesquisa mostra que o foco está migrando. Quando perguntados sobre as prioridades para os próximos 12 meses, os entrevistados apontam governança, políticas escaláveis e automação como os temas mais urgentes.
Além disso, 34% afirmam que vão aumentar seus investimentos em ferramentas e capacitação em FinOps, um salto de 20 pontos percentuais em relação ao ano anterior. É um movimento que sinaliza: quem já passou da fase tática agora mira no estratégico.
Se sua empresa ainda depende de planilhas e análises isoladas, este pode ser o momento certo para dar um passo adiante.
5. Adoção do FOCUS cresce, mas sustentabilidade continua tímida
Outro destaque é o avanço do FOCUS (FinOps Open Cost and Usage Specification), um padrão aberto para padronizar o compartilhamento de dados de custo entre ferramentas, clouds e times. Já são 57% de adoção, embora muitos enfrentem dificuldades de capacitação e tempo para implementação.
Por outro lado, a sustentabilidade continua em segundo plano. Menos de 3% das organizações tratam emissões de carbono como critério de otimização. A explicação pode estar na falta de dados confiáveis ou no foco atual em eficiência financeira. De todo modo, o tema tende a crescer conforme as regulações avancem.
Conclusão: FinOps amadurece, expande e se consolida como disciplina central
O State of FinOps 2025 mostra que a prática evoluiu. Se antes o foco era puramente técnico, agora a governança de custos abrange áreas como licenciamento, SaaS, IA e ESG. O escopo está maior, mas o princípio segue o mesmo: tomar decisões mais inteligentes com base em dados reais e visibilidade compartilhada.
Para as empresas brasileiras, o desafio é conciliar esse amadurecimento com as realidades locais. Lidando com orçamentos restritos, times enxutos e infraestruturas híbridas. Com boas escolhas, dá para avançar. E a jornada pode começar agora.
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